Perdas FLV
Perda de hortifruti: por que frutas, legumes e verduras não seguem a lógica de validade
Setor de FLV é, historicamente, um dos que mais concentram perda em supermercado — e um dos mais difíceis de controlar com as mesmas ferramentas usadas para o resto da loja. O motivo é simples: nenhuma fruta, legume ou verdura vem com uma data de validade impressa dizendo quando vai estragar.
A diferença que importa: deterioração, não vencimento
Um produto industrializado vence numa data fixa, conhecida desde que chega na loja. Uma banana, um tomate, um maço de alface deterioram de forma gradual, influenciada por temperatura, manuseio, tempo de gôndola e até a época do ano — não existe uma data única para “aplicar” o mesmo controle usado no resto do supermercado. Tentar forçar FLV dentro da lógica de validade tradicional (uma data fixa, um alerta por dias restantes) simplesmente não reflete como esse produto realmente se deteriora.
Por isso, tratar perda de FLV exige um registro diferente: não “quando vai vencer”, mas “quando a deterioração aconteceu” — um evento, não uma data-limite prevista.
Como o Seltriva registra perda de FLV
Na Seltriva, FLV tem um fluxo de registro próprio, separado do controle de validade tradicional:
- o registro é feito por peso (kg) ou unidade — nunca somados entre si, já que são grandezas diferentes e misturar as duas distorceria qualquer número;
- a data registrada é quando a deterioração aconteceu, não uma data de vencimento prevista;
- o produto pode ser localizado por código interno ou por nome — os dois caminhos sempre levam ao mesmo cadastro, porque na prática do chão de loja nem sempre há um código de barras à mão para hortifruti;
- o histórico por produto e por loja fica disponível para comparar recorrência — quais itens perdem mais, com que frequência, em qual filial.
Por que isso muda a forma de agir
Sem um registro consistente de perda por deterioração, o setor de FLV vira o “custo esperado” da loja — todo mundo sabe que perde, ninguém sabe exatamente quanto, com que produto e em qual momento. Com o registro certo, dá para enxergar padrões reais: um produto que perde sistematicamente mais numa filial do que em outra pode ser um problema de reposição, de exposição na gôndola, ou de um pedido de compra desalinhado com o giro real — não dá para saber qual sem o dado.
FLV também pode ser rebaixado
Assim como produtos com validade, um item de FLV que ainda está em condição de venda mas visivelmente perto do ponto de descarte pode (e geralmente deve) ser rebaixado antes de virar perda total — mesma lógica de decisão com aprovação e rastreio usada no resto da loja. Veja como esse processo funciona em rebaixa de produtos.